sexta-feira, junho 04, 2004

Fotos de feira

13 Comments:

At 12:14 PM, Blogger Raig said...

GENTE, PEGUEI ESTE DOC. COM O Prof. Marcelo Peruzzo, de Curitiba, sobre o lado "emocional" do consumo do maravilhoso PASTEL DE FEIRA!! É interessante para o nosso job. Abraços! Adolfo Raig

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03/03/04 O segredo do pastel de feira livre

Quem não se lembra daquele pastel de carne, queijo ou palmito vendido na feira livre? Muitos mantêm seu sabor vivo na memória durante o resto da vida e consideram-no o melhor pastel do mundo. A maioria dessas pessoas, porém, não se dá conta de que o que torna esse produto tão especial e inesquecível é a situação em que ele é consumido, e não propriamente o lugar onde é comprado ou o indivíduo que o faz. A razão de essa agradável recordação do pastel ser comum a tantos brasileiros está relacionada com uma das modalidades de marketing mais eficientes que existem – a que diz resp eito à experiência.

Um dos sinônimos da experiência é a prova. Diariamente nos deparamos com a prova de algum produto ou serviço. Em contato com nossos sentidos, ela nos induz à gravação de uma série de informações que, aliada à magia da emoção, se transforma em um dos vários momentos inesquecíveis da vida de cada um.
Esses momentos, no entanto, não trarão no futuro apenas a saudade de fatos ocorridos anteriormente, mas o impulso para o consumo de algo.

Voltando ao pastel: realizei uma pesquisa com uma amostra aleatória e não probabilística de 1104 pessoas de diversos pontos do Brasil, na qual, surpreendentemente, 73,27% delas afirmaram se lembrar de forma positiva do pastel de feira livre. Os demais 26,73% se mostraram indiferentes ao assunto ou negativos em relação a ele. Perguntei também aos que guardavam boas lembranças da tal iguaria o que mantinha essa recordação forte e viva. Somente 30% desse grupo a aliou à qualidade do pastel. Por outro lado, 67,24% dos entrevistados dessa etapa afirmaram que a lembrança positiva e saudosa provinha de uma experiência vivida anos atrás, quando um parente muito próximo (normalmente a mãe ou avó) os levou para fazer compras na feira livre e lhes deu, como prêmio, um pastel vendido na feira livre. Apenas 32,75% aliaram a compra do pastel a sua qualidade como produto alimentício.

A família continua sendo a sustentação de qualquer cidadão. Aquele que a tem sabe o quanto ela é importante para sua vida. E os que a deixaram em segundo plano, por motivos diversos, guardam na lembrança os momentos especiais de quando esta ainda se fazia presente em sua vida.

Muitos adultos, hoje, adoram comer pastel de feira livre, não por seu sabor, mas pela sensação implícita de bem-estar trazida do passado ou pela recordação de uma pessoa muito querida. Essa sensação é tão intensa que é capaz de impulsionar o consumidor a realizar atos imprevistos, como, por exemplo, passar pela banquinha do pastel e, mesmo estando sem fome, não resistir e comprar um pastel.

Quando se cria, com um produto ou serviço, uma experiência extraordinária na vida do consumidor, a ponto de tornar a circunstância em questão um momento inesquecível para ele, é bastante provável que este, em um futuro próximo, venha a ser mais do que um cliente fiel. Esse indivíduo pode se transformar em um pregador ou uma espécie de advogado do item ou serviço que o cativou. Contudo, são raras as empresas atentas a essa estratégia. Uma das que integram esse seleto grupo é o McDonald’s.

Para o público infanto-juvenil, falar no pastel de feira livre já não faz tanto sentido, porque os costumes mudaram. Perante modernos supermercados e a falta de tempo das pessoas para freqüentá-la, a própria feira livre tenta, com dificuldade, resistir. Em contrapartida, um substituto de peso vem substituindo sua posição: a rede de lanchonetes McDonald’s. Essa marca vem atraindo para suas lojas milhões de crianças e adolescentes, que as visitam com suas famílias, amigos ou namorados. Quando esses clientes mirins
ingressarem na vida adulta, certamente estarão novamente marcando presença em um McDonald’s, não pelas promoções ofertadas, mas pelos saudosos momentos arquivados na memória.

É lamentável o fato de muitas organizações não fazerem questão de proporcionar experiências positivas para seus consumidores. Dessa maneira, perdem a chance de transformá-los em agentes propagadores e eternos adeptos de sua marca.

A venda do pastel de feira livre adotou o marketing de experiência por uma casualidade. Nesse caso, um item comum se tornou um produto de referência; ou seja, pastel de feira virou sinônimo de pastel de qualidade e de ótimo sabor. Na verdade, isso até pode ser uma grande mentira, já que nem todos os pastéis feitos em feiras livres são tão espetaculares assim. Mas aí está o milagre do marketing de experiência: ele é capaz de fazer com que se adquira determinado artigo, ainda que este tenha qualidade duvidosa. Em tal circunstância, a percepção experimental, inibindo qualquer tipo de questionamento, induz a pessoa a, simplesmente, acreditar que aquela é sua melhor opção de consumo e a ficar satisfeita com sua escolha. Portanto, pare e pense no poder de marketing de experiência, porque ele é e sempre será uma das principais armas que o marketing tem para conquistar uma clientela.

Professor Marcelo Peruzzo. Mestre em Gestão de Negócios. Professor convidado de cursos de pós-graduação em mais de 13 universidades e faculdades no Brasil. Gerente de Marketing das Faculdades Curitiba. Autor dos livros "Jesus de Gravata" e "Os Dez Mandamentos de Deus e os Pecados Organizacionais". Este artigo faz parte do novo livro do Professor Peruzzo intitulado "Depois Não Digas Que Eu Não Te Avisei", com lançamento previsto para o início do segundo semestre de 2004.

 
At 2:10 PM, Blogger Raig said...

1) Localização das Barracas de Pastel nas Feiras:

Sempre nos extremos das feiras. Ou seja, não fica no meio do assédio e bagunça gerada pelos feirantes gritando seus preços e produtos. São de fácil acesso para clientes das feiras, pedestres e outros.

2) Qualidade do pastel:

Parece haver uma diferença entre o pastel dos chineses e dos japoneses. Os chineses economizam no óleo, deixando-o mais turvo e o pastel fica mais pesado. Os japoneses trocam o óleo (sem sentido pejorativo do termo) com mais freqüência, o que torna o pastel mais leve e crocante.

3) Conforto:

Com a popularização do departamento de hortifruti das grandes redes de supermercado, os clientes começaram a deixar as feiras seguindo para as lojas com ar-condicionado, manobristas, segurança e mais limpeza. Mas claro, mais caras.

Algo mais?

 
At 3:17 PM, Blogger Marcello & Laura said...

Alô, pessoal! Legal que o Adolfo já está bombando nosso blog. À propósito, que pastelzinho bom o de sábado hein?

Ah! quem j[a tiver fotos do s[abado me avise que estamos vendo uma forma de publicá-las por aqui.

Segue um link para o prodam, que é um órgão que regulamenta as feiras livers em São Paulo, lá vocês verão informações sobre categorias de produtos, contatos e outras curiosidades sobre as feiras livres que rolam em São Paulo. Um abraço,
Marcello

http://www.prodam.sp.gov.br/semab/mercados/feiras.htm#

 
At 3:42 PM, Blogger Drix said...

Falô pasteleiros!
Sábado, conversando com um senhor que saboreava um delicioso e "saudável" pastel matinal, fui informada de que a barraca que estávamos havia sido recomendada na Vejinha como o melhor pastel de feira de SP. Por isso a clientela bombava...dentre eles Fernando Henrique Cardoso(que saudade)e vários atores globais.
Pois é... pastel quentinho é cool!

 
At 3:49 PM, Blogger Debora Benaim said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

 
At 4:58 PM, Blogger Marcello & Laura said...

Galerinha, aí vai mais um comentariozinho que capturamos em algum lugar da internet...

Capturado no site:
http://www.falae.com.br/old_site/especiais/cidades/rio_sp.htm

Porque São Paulo é melhor que o Rio
por Gustavo de Almeida, Carioca

‘A gente ouve falar de um monte de coisa ruim como "coisa de paulista". Dupla sertaneja, programa Athayde Patrese, ver avião decolando (acho que isso é folclore). Mas a cada dia ouço menos alguém dizer "coisa de carioca". Isso faz São Paulo ficar ainda maior, pois há pelo menos uma identidade. Sem contar que há espetaculares "coisas de paulista" que não têm similares no Rio: o pastel de feira, as festas italianas, o Metrô/Masp, os bares civilizados, o blues na noite, a cordialidade das padarias. O Rio anda tenso, São Paulo parece ter achado seu ponto ideal, ainda que em meio ao caos’.

 
At 6:07 PM, Blogger cris said...

Galera, seguem mais duas coisa legais. A Primeira é meio viajante e divertida mais acho que tem a ver um pouco com o artigo do Marketing de Experiencia enviado pelo Raig. É a declaração de amor de uma cara que usou como pano de fundo e inspiração uma visitinha na feira.
A segunda é sobre um movimento interessante de feirantes de Sorocaba sinalizando a necessidade de uma certa profissionalização na gestão do négocio chamado Pastelaria de Feira. Tem algumas informações importantes.

Terça-feira, Abril 13, 2004
Postado2:31 PM por SHAUAN BENCKS
PASTEL NA FEIRA

Comi o pastel na feira como se fosse o próprio amor, a própria razão de amanhecer o dia e vir trabalhar com o sono que estou, mas mais feliz do que a um tempo.
Coloquei o sustento no meu estômago como chave para a satisfação do mesmo, mas já tinha devorado as estrelas da noite e os primeiros raios de sol de hoje, com a imagem da serena idealização de você em mim.
Em momentos de racionalidade eu coloquei as duas plantas dos pés bem fixadas no chão, e analisava o quanto se confirma e tem confirmado esta idealização serena, sua, em mim.
Tomei o caldo de cana como néctar dos deuses para o pastel que em mim repousa, e embora seja uma comparação "pobre", o "pobre" me remete ao "simples", e é nas coisas "simples" que está o que mais me agrada, como por exemplo imaginar quando eu for à feira comer pastel e tomar caldo de cana com você.
Segui em passos largos e no ritmo de uma canção bonita que ia no rádio como eu ia pro trabalho: seguindo o percurso de um coração repleto de sonhos e nuvens, repleto de doces, como aquelas bexigas gigantes em aniversário de primo, como a satisfação que tive na feira, por te imaginar comigo nela.
Acho que só me falta agora uma maça bem docinha, assim como me falta um beijo seu.
A maça eu consigo agora, o beijo só no fim da feira, no fim do dia, quando de novo vou aguardar o início da quarta-feira, amanhã, pra te ver de novo, como esta maça.

[shauan bencks]





Pasteleiros formam a Rede Pastel Sorocaba.
Friday, September 12, 2003 às 3:41:05 PM

Celia Moreira da Agência Sebrae de Notícias

A idéia da associação entre os pasteleiros surgiu, no ano passado, quando os preços dos produtos para os pastéis dispararam por causa do câmbio

Há quatro meses, seis pasteleiros do interior de São Paulo, criaram a Rede Pastel Sorocaba , a primeira central de negócios do segmento no País. Apesar do pouco tempo da associação, os pasteleiros, que agora são 11, já conseguiram descontos em farinha de trigo, óleo e mozarela que atingem até 20% e um aumento de vendas da ordem de 10%. Nos nossos planos futuros estão a padronização das barracas, dos uniformes, da arrumação do ponto-de-venda e, por intermédio de treinamentos e cursos, conseguirmos um selo de qualidade para os nossos produtos. A informação é de Américo Kosima, presidente da rede.

Também queremos ter, a partir do próximo ano, uma central única de produção, que nos dará condições para aumentar a quantidade de pastéis e abastecer as feiras próximas à nossa cidade, diz.

Ramez Gabriel, Presidente do Sindicato dos Feirantes do Estado de São Paulo, ressalta que a iniciativa dos pasteleiros de Sorocaba é um meio eficaz que os comerciantes descobriram para baratear os seus custos de produção e aumentar a margem de lucro. A idéia, além de dar bons resultados, pode ser adotada pelos pasteleiros de São Paulo. Ramez diz que existem 960 feiras semanais na capital paulista, nas quais trabalham 1.000 pasteleiros, que vendem três mil pastéis por dia. Ele acrescenta que, no interior, trabalham, nas 3.466 feiras semanais, 10.388 pasteleiros. A receita deste segmento, incluindo capital e interior foi de R$ 2,2 milhões, no ano passado, e a previsão para este ano é que este número atinja cerca de R$ 3 milhões.

Américo Kosima afirma que a idéia da associação entre os pasteleiros surgiu, no ano passado, quando os preços dos produtos para os pastéis dispararam por causa do câmbio. A partir daí, percebemos que seria difícil sobreviver no mercado isoladamente e, assim, resolvemos fazer compras conjuntas.

A rede formalizou sua criação há quatro meses e solicitou a assessoria do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae–SP), para que dispusessem da orientação necessária para a formatação dos negócios. Com o apoio da entidade percebemos ser necessário um conhecimento aprofundado de toda a gestão do negócio. Ele afirma que para participar de uma rede não é apenas necessário saber comprar, mas fazer cotação de preços com vários fornecedores, estar sempre à procura de promoções e aprender a reduzir gastos.

Américo ressalta ser preciso dominar todas as etapas da administração, do começo ao fim: não é nada fácil realizar compras de 22 toneladas de trigo, 500 litros de óleo, 800 quilos semanais de mozarela e fazer a distribuição das mercadorias entre os associados. Américo Kosima é o presidente da rede e o líder da equipe, porque fez Faculdade de Tecnologia na área de processo de produção, na Fatec, de Sorocaba. Como a maioria dos integrantes da rede ele é nissei (filho de japoneses), assim como 80% dos pasteleiros de São Paulo. A explicação para esta grande maioria de nisseis no segmento tem uma explicação lógica. Ramez Gabriel, presidente do Sindicato dos Feirantes conta que, na década de 1980, uma leva de japoneses da região de Okinawa, no Japão, veio para São Paulo, reiniciar a vida. Eles trouxeram da sua pátria receitas especiais e, em pouco tempo, dominaram o comércio de pastéis nas feiras.

O consultor da Rede Pastel Sorocaba, o economista Leonel Tinoco, diz que, desde o início, orientou o grupo para que não só batalhassem pelas compras conjuntas, mas também por uma maior aproximação com os fornecedores que lhes possibilitasse o seu apoio para campanhas, folhetos, outdoors. A adesão do grupo a uma nova filosofia foi tão rápida que, desde o início, eles conseguiram uma transformação nas feiras das quais participam: agora, o batateiro, o peixeiro também já querem criar a sua central de negócios.

Américo diz que os preços dos pastéis variam de R$ 1,20, os mais simples, como de carne, queijo, palmito, aos mais sofisticados, como os catupiry, peito de frango, peru. Ele ressalta que o frio trouxe aumento de 10% nas vendas das unidades de pastéis, mas, por outro lado, registramos queda de 25% nas compras de bandejas do produto que o cliente levava para consumir em casa.

Ari Okuma, pasteleiro em São Paulo, acha que seria muito importante a união do segmento em centrais de negócios, também na Capital. Eu digo isso porque é uma dificuldade a gente ter que fazer tudo sozinho, desde dirigir o caminhão, fazer as compras, o pastel. Ele é pasteleiro de feira desde a década de 1980 e vende uma média de 300 pastéis por feira, os preços variam de R$ 1,25 a R$ 1, depende do local onde vou trabalhar.

Ele acredita que a associação de pasteleiros é necessária porque os preços dos produtos usados para fazer o pastel, mais os funcionários da barraca e os custos do transporte, levam 80% do nosso faturamento.

 
At 3:39 PM, Blogger Debora Benaim said...

Gente !! Eu tinha postado este link super legal mas não sei o que rolou, que depois apagou. Vai saber. Enfim, cá está ele novamente. Diga aí: este briefing é o mais saboroso que já tivemos ! http://www.geocities.com/NapaValley/6286/ilustr06.html
Beijos,

 
At 6:26 PM, Blogger Marcello & Laura said...

Salve galera!
Essa notícia do Cristiano sobre os pastelerios de Sorocaba me fez pensar um pouco no papel que as cooperativas estão assumindo em tempos de Globalização.

Para o pequeno produtor, a organização em cooperativas talvez seja a grande resposta e salvação contra o fantasma global...contra as grandes hiper-mega-coorporações, além de um ganho em competitividade em função de custos/volumes (quando eles se juntam) eles ainda tem muito a ganhar em termo de agilidade, contato com os clientes (e a comunidade),e uma magnífica pulverização da distribuição. Independente de nosso caso-pastel algo para considerarmos em nossa vida profissional... que outras cooperativas não andariam precisando de uma assessoria em comunicação e mkt?

 
At 6:32 PM, Blogger Marcello & Laura said...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

 
At 11:52 AM, Blogger Clarisse said...

Pessoal, olhem só uma matéria interessante sobre a concorrência de supermercados e feiras.....


Mudança de Hábito
Supermercado trava guerra com feira-livre em S. José
Redes adotam ofensivas para atrair consumidor e levam até o pastel para as minifeiras
São José dos Campos
A comodidade dos supermercados ou a qualidade dos produtos da feira-livre? Essa dúvida tem deixando o consumidor indeciso na hora de escolher onde comprar frutas e legumes.

Os supermercados têm investido na dúvida do consumidor para atraí-lo, criando também as "feiras" em dias fixos da semana quando a média de preços cai até 20%.

Os feirantes apostam nos hábitos e tradições do consumidor, que gosta de escolher produtos frescos e conversar sobre eles com os vendedores, coisa que não ocorre nos supermercados. Para muitas pessoas, ir à feira é um programa até mesmo para o domingo.

A estudante Daniela Amalia Ochoa, 22 anos, disse que os produtos da feira são mais frescos. "Além disso, o ambiente é muito mais agradável pois não se tem aquelas filas enormes dos caixas dos supermercados."

Daniela disse ter saudade do tempo das feiras de antigamente, quando os comerciantes "gritavam" suas ofertas, o que hoje não ocorre.

Atualmente, os feirantes também apostam na variedade de produtos. Além do tradicional pastel, na feira é possível escolher o tipo de biscoito e até doces caseiros.

Para a dona-de-casa Ana Maria Nunes, 47 anos, existe espaço para todos, mas a qualidade dos produtos da feira é melhor.

Feirantes afirmam que não concorrem com os supermercados. "Nós optamos pela qualidade. Temos um único fornecedor, há anos", disse Jonas Alexandre, que tem uma barraca de biscoitos na feira.

Ronaldo Chuluck, diretor da Associação Paulista de Supermercados Ronaldo Chuluck, não acredita que os investimentos que os supermercados têm feito no setor de hortifurti e frios sejam para concorrer com a feira.

"Os investimentos têm como objetivo servir melhor o consumidor e acabaram fazendo com que a feira reduzisse os preços e os supermercados melhorassem a qualidade", afirmou.

FEIRA FALSA - A maioria dos supermercados aposta na criação do ambiente da feira para atrais consumidores de frutas, verduras e legumes.

O Carrefour é um dos que inovou e montou até a Barraca do Pastel no local onde estão os produtos da feira.

Além disso, o supermercado também produz embalagens especiais com as verduras e frutas já picadas ou cortadas.

Com relação a preços, os dois têm vantagens e desvantagens. Em dias comuns e fora das promoções, as verduras e legumes são mais baratas nas feiras-livre e as frutas custam menos nos supermercados.

Para a Vigilância Sanitária de São José, o consumidor deve exigir qualidade. João Marcos Rodrigues, da Vigilância, disse que quando o consumidor ver lagartinhas nas verduras e legumes é sinal que os alimentos têm índice muito baixo de agrotóxicos e são mais adequados para consumo.

Quando o consumidor reparar uma "poeira" branca sobre o hortifruti é sinal de alto índice de agrotóxico.

DICAS - Comprar frutas, ovos, legumes e verduras de procedência conhecida, não comprar peixes que estejam com guelras arroxeadas, não comprar carne vermelha com gosma, não comprar carne de frango com limo na pele.

 
At 12:56 PM, Blogger Raig said...

ECONOMIA O ESTADO DE S.PAULO

Quinta-feira, 24 de junho de 2004
Feirante investe em novo tipo de promoção
Para atrair clientes, barracas doam produtos para sorteio de um carrinho de compras

VERA DANTAS

A estratégia de promoções do comércio inspirou a ex-feirante Alaíde Vicente a investir numa nova forma de negócio para ganhar dinheiro. Três vezes por semana ela percorre as feiras livres da região do Campo Belo para convencer o maior número de feirantes possível a fazer parte da promoção do carrinho.

Para participar, cada um deles precisa doar um produto vendido na barraca e mais R$ 5,00. Em troca recebem uma bandeira promocional para pendurar na barraca e um talão numerado. A cada compra o consumidor tem direito a um cupom para concorrer no fim da feira a um carrinho com os produtos doados.

"A maioria não se importa em ceder frutas, legumes e verduras, mas têm resistência em contribuir com os R$ 5,00", diz. Em média, ela consegue convencer 20 feirantes por dia a entrar na promoção. Descontadas as despesas com o carrinho, que ela compra, e com os talões, diz que consegue uma renda mensal de R$ 700 a R$ 800. Mas Alaíde já negocia para entrar em outras feiras e aumentar seus rendimentos.

Experiência, diz, não me falta. "Comecei na feira com 18 anos vendendo café.

Já fui também executiva de fronteira," brinca numa alusão à época que revendia mercadoria contrabandeada no Paraguai. "Era muambeira, mas só trazia produto de primeira linha. Depois o dólar subiu e desisti." Mais tarde veio a idéia do carrinho promocional.

Na rua Cristóvão Pereira, no Campo Belo, onde estava ontem, vários feirantes apoiavam a promoção. "O fato é que os supermercados vizinhos baixam até pela metade os preços de frutas, verduras e legumes na hora da feira. Não dá para concorrer. Com uma promoção, a feira fica mais atrativa", dizia o vendedor de frutas Ronaldo Caratenuto. A telefonista Ester do Santos Azevedo, que foi a feira ontem apenas para comprar uma fruta, ganhou o carrinho. "Gastei R$ 1,00 com uma pera e ganhei um carrinho de R$ 100", comemorava. A palavra promoção, segundo os feirantes, principalmente quando os preços começam a subir, é sempre um atrativo. Com esta estratégia, diziam, as vendas tinham aumentado, em torno de 10%.

 
At 5:01 PM, Blogger Azevedo Alimentos, Equip e Aces para Pastéis said...

Gostaria de deixar meu contato para comércio de Aji-no-moto, equipamentos e acessórios para pastéis.
Contato:Ricardo Azevedo
Tel Cel.(11)-8367-7052
Tel res.(11)-2987-7315

Muito obrigado,
Ricardo

 

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